quarta-feira, 23 de março de 2016

Liminar determina que prefeitura faça reparos em monotrilho de Poços, MG



22/03/2016 - G1 Sul de Minas

O juiz da 3ª Vara Cível de Poços de Caldas (MG), Edmundo José Lavinas Jardim, concedeu uma liminar que determina que a prefeitura faça reparos em todo o monotrilho da cidade. Segundo a liminar, essa determinação é por segurança, para evitar que parte da estrutura desabe. A prefeitura informou que ainda não foi notificada da decisão.

O monotrilho foi construído para ser uma atração turística em Poços de Caldas e uma alternativa para o transporte público. Aprovada em 1981, a construção do monotrilho previa 30 quilômetros, mas apenas 8 foram entregues em 2000.

Entre 2001 e 2003, o meio de transporte funcionou poucas vezes e foi marcado por uma pane técnica durante a viagem de inauguração. Na ocasião, 19 pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Após a queda de duas pilastras, o monotrilho parou de vez e há mais de 10 anos está inoperante.

Um impasse entre a construtora e a prefeitura impede que a edificação volte a funcionar. A concessionária culpa a administração pública pela queda dos pilares de sustentação e pede que seja feita uma análise da estrutura que ainda existe. Em 2012, a prefeitura compôs uma comissão de engenheiros para elaborar um parecer técnico sobre as condições estruturais do monotrilho.

Depois das análises, a comissão salientou a necessidade de contratação de uma empresa especializada para avaliar a estabilidade, segurança e integridade da edificação, alegando que toda estrutura está há muitos anos sujeita ao desgaste natural e sem manutenção adequada.

Em 2014, o Ministério Público tentou fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a prefeitura e a empresa que administra o monotrilho para resolver o impasse, mas o acordo não foi assinado e o processo ainda corre na Justiça.

Questionada, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Procuradoria Geral do Município vai analisar o conteúdo da liminar para se pronunciar. Os advogados da empresa concessionária responderam por e-mail que não vão falar sobre o assunto, já que a liminar foi contra a prefeitura e não contra a empresa.

Já sobre o acidente em que duas pilastras caíram, em 2003, a assessoria de imprensa informou que na ocasião isso ocorreu por causa de obras de desassoreamento do rio que margeia a construção.

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